[debian-rj] Depois do FISL ...
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
faw em funlabs.org
Segunda Abril 28 10:44:19 BRT 2008
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Hash: SHA1
On 23-04-2008 00:43, Thadeu Penna wrote:
[...]
> 10) Camisas: acho uma excelente idéia. Tenho até uma proposta radical,
> baseada em minha experiência com eventos grátis que, como o Martinelli
> apontou são quase sempre desapontadoras. Muita gente diz que vai e não
> aparece, só porque é de graça. Podemos forçar uma inscrição, em que os
> interessados teriam que comprar a camisa para garantir a presença. Só
> o fato de desembolsar uma merreca já dá uma responsabilidade que força
> o cara a ir. Quem nunca montou um evento não tem idéia de como
> ausências encarecem e criam dificuldades na organização do mesmo. Eu
> vou para um encontro de Física, daqui há duas semanas, onde um cheque
> caução de R$150,00 espera para ser resgatado. Se eu for, é tudo pago,
> mas eu não for perco R$150,00. Portanto esta solução não é minha, nem
> é nova.
[...]
Para todos os efeitos é importante que eu diga que não moro no
RJ, mas por assim dizer, digamos que eu tenha meus dois centavos a
acrescentar.
O Dia-D é um evento para comemorar o Debian, o objetivo dele
não é quebrar o recorde de público e entrar no Guinness, digamos que eu
organizo eventos de Software Livre há alguns anos e a parceria com
instituições que tem interesse em Software Livre costuma ser a melhor
forma de concretizar público.
Todos os eventos do Debian tem que ser gratuitos? Não, de forma
alguma. O Dia-D é qualquer evento? Não. O Dia-D é uma proposta de união
dos vários grupos para realizar um evento que fortalecesse a união dos
GUDs consolidando a idéia do Debian Brasil.
Embora o Thadeu tenha idéias "radicais" sobre "aumentar" a
participação e algumas até exageradas sobre porque algumas pessoas não
participam/participaram de eventos, o Dia-D continua sendo um caso
*muito* especial, cobrar entrada pelo Dia-D, seja cheque, seja camiseta,
seja um ritual pagão de sacrifício é a forma errada de começar a pensar
no público.
Divulgação massiva na instituição que sediará o evento,
incluindo o envolvimento de futuros participantes e o desenvolvimento
de temas interessantes, no melhor estilo: "se eu perder isso não sei
quando vou poder ver algo assim de novo" é a forma certa de trabalho
pra esse evento.
Se o espaço é doado, há voluntários e patrocinadores, eu não
entendo como a "falta" de alguém pode encarecer algo. Organizo o
Dia-D desde a primeira versão e sei das histórias da antiga versão do
Dia-D, e não tenho nenhum registro *real* de informação que indique
que a falta de pessoas deixou o evento "mais caro".
No final das contas, o Dia-D é um evento técnico de comemoração
entre amigos, não um Mega Congresso para 2000 pessoas. Há também a Mega
Festa que normalmente é cobrada exatamente pra poder dividir os custos
de alimentação e locação do espaço de festas.
Antes de continuar com essa linha de sugestão e/ou de trabalho
eu sugiro que as pessoas saibam *exatamente* o que elas querem do Dia-D.
Abraço,
- --
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
"Debian. Freedom to code. Code to freedom!"
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