[debian-rj] Depois do FISL ...

Thadeu Penna thadeu.penna em gmail.com
Segunda Abril 28 16:01:55 BRT 2008


2008/4/28 Felipe Augusto van de Wiel (faw) <faw em funlabs.org>:
>         Se o espaço é doado, há voluntários e patrocinadores, eu não
>  entendo como a "falta" de alguém pode encarecer algo. Organizo o
>  Dia-D desde a primeira versão e sei das histórias da antiga versão do
>  Dia-D, e não tenho nenhum registro *real* de informação que indique
>  que a falta de pessoas deixou o evento "mais caro".

Se o evento é para 20 ou 80 pessoas, nada muda. Quando 580 pessoas se
pré-inscrevem, a coisa começa a ficar mais cara. Eu paguei o pessoal
de limpeza de um auditório fora da Física e mais o pessoal para as
seis salas reservadas: isto eu paguei do meu bolso, pois não estava
contemplado em nenhum dos projetos/patrocínios que consegui.  O "fica
caro" é no seguinte sentido: se você acha que mais pessoas irão, mais
tempo é gasto na organização. Fizemos 600 cds: perdemos um tempo
absurdo queimando as mídias para virar porta-copos em seguida. Pessoas
perderam tempo planejando algo grande e tempo é dinheiro.

Mesmo que não gaste dinheiro, o stress é muito maior e a perda de
tempo também. Eu acabei de chegar de um evento muito bem organizado (o
FLISOL em Piraí) mas eu vi o organizador "estressado" (não irritado,
mas no sentido de não poder assistir as palestras, correndo o tempo
todo, etc.). Tudo ocorria em, no máximo, dois locais: a sala de
instalação e a sala de palestras.

>
>         No final das contas, o Dia-D é um evento técnico de comemoração
>  entre amigos, não um Mega Congresso para 2000 pessoas. Há também a Mega
>  Festa que normalmente é cobrada exatamente pra poder dividir os custos
>  de alimentação e locação do espaço de festas.
>
>         Antes de continuar com essa linha de sugestão e/ou de trabalho
>  eu sugiro que as pessoas saibam *exatamente* o que elas querem do Dia-D.

Faw, nós discutimos exatamente isto, em todas as preparações dos
Dias-D :)  Tradicionalmente o Dia-D daqui tem sido a Mega-Festa. Se a
gente não segue as linhas do projeto na organização do evento é
possivelmente  porque quem faz alguma coisa por aqui não é
oficialmente ligado ao projeto e daí a motivação ser diferente.
Pessoas ligadas oficialmente ao projeto são extremamente bem vindas
mas infelizmente são muito mais conhecidas por deixarem furos do que
ajudam.

Podemos seguir a linha das outras reuniões, com apenas uma palestra
por horário e limitando a divulgação, apesar de depois de termos
eventos com 200 a 500 pessoas, vai ser difícil convencer as pessoas a
irem em um de menor porte.

Se for técnico, aí nem precisa de camisa, nem de CD, nem de nada além
de palestras de bom nível e fica tão barato quanto qualquer curso de
Direito. Podemos optar por isto, mas não acho que seja mais produtivo
do que ligar para o Martinelli ou para o Mário Meyer para pedir
sugestões para montar um laboratório de thin clients e pagar a dívida
em cervejas, mas eu topo ajudar assim mesmo.

Eu acho  o Rio carente de eventos de SL e acho que os eventos costumam
chamar muita gente.  Eu não consigo enxergar como fazer uma
"divulgação massiva", como você sugere e aparecerem "menos de 2000
pessoas", como você também sugere. Quando eu anunciei que tinha uma
bolsa pagando R$300 para trabalhar com Linux, apenas no br-linux,
apareceram 38 caras da UFF. Se eu fizesse divulgação massiva, teria
3800.

> Embora o Thadeu tenha idéias "radicais" sobre "aumentar" a
> participação e algumas até exageradas sobre porque algumas pessoas não
> participam/participaram de eventos

?? O exagero é a idéia de cobrar pela camisa ?

[]s
-- 
Thadeu Penna
Prof.Associado - Instituto de Física
Universidade Federal Fluminense
http://profs.if.uff.br/tjpp/blog


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