[debian-rj] Depois do FISL ...
Thadeu Penna
thadeu.penna em gmail.com
Terça Abril 29 11:37:49 BRT 2008
2008/4/28 Felipe Augusto van de Wiel (faw) <faw em funlabs.org>:
> -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE-----
> Hash: SHA1
> Se você limita a 100 pessoas o evento, 1000 podem se
> pré-inscrever, não muda nada, só cabem 100 e você tem fila de
> espera.
>
Por que limitar ? Limitar em quanto ?
>
>
> > Eu paguei o pessoal
> > de limpeza de um auditório fora da Física e mais o pessoal para as
> > seis salas reservadas: isto eu paguei do meu bolso, pois não estava
> > contemplado em nenhum dos projetos/patrocínios que consegui.
>
> Se eu começar a listas as coisas do Debian que paguei
> do meu bolso algumas pessoas sentariam e começariam a chorar,
> outras me ligariam pra me mandar 10zão pra me ajudar, de novo,
> pra ficar claro, eu organizo eventos pro Debian há _alguns_
> anos e sempre foi possível lidar com essas situações, seja
> fazendo a limpeza, seja conseguindo patrocínio pra tanto, seu
> argumento nesse ponto é falho.
>
Entendi: eu não morri, portanto não tem problema.
> > Mesmo que não gaste dinheiro, o stress é muito maior e a perda de
> > tempo também.
>
> Se você monta um evento pra X pessoas, você pode ficar
> triste se o número de pessoas que vem é menos que X, mas você
> já organizou tudo, tempo ou "stress" não escalam nessa equação.
>
Sim. Você faz uma feijoada para 100 pessoas, aparecem 10, nem se estresse...
Se você organiza quatro palestras paralelas para 40 pessoas em cada e
aparecem 30, tá tudo certo, tudo correu como você esperava... Eu
realmente não entendo qual sua equação, e de equação, eu entendo. É
uma equação que só tem o lado direito do sinal de igual.
> > Faw, nós discutimos exatamente isto, em todas as preparações dos
> > Dias-D :)
>
> E eu participei da maioria, e me lembro de ver eventos
> de sucesso sem precisar de cheque, sem precisar de cobrança...
>
E viu algum de sucesso, cobrando ?? Se viu, cobrar ou não cobrar, não
é fator preponderante de sucesso, certo? Até aí, empatamos. Discussão
inócua.
>
>
> > Tradicionalmente o Dia-D daqui tem sido a Mega-Festa.
>
> Não. Mega-festa é festa, que nem churrasco.
Talvez você não conheça como o povo daqui, que tem sol o ano inteiro,
e transforma tudo em festa.
> > Pessoas ligadas oficialmente ao projeto são extremamente bem vindas
> > mas infelizmente são muito mais conhecidas por deixarem furos do que
> > ajudam.
>
> Acho que você continua falando de algo que desconhece por
> completo.
>
Você quer exemplos de DDs que deixaram furo nos encontros RJ ???? Ou
você tem a memória curta ou está partindo para provocação...
>
> Ninguém falou pra diminuir, eu só falei que não é preciso
> cobrar pra ter público.
>
Qual o problema de fazer um evento "free as a bird and not free as a beer" ?
>
>
> > Se for técnico, aí nem precisa de camisa, nem de CD, nem de nada além
> > de palestras de bom nível e fica tão barato quanto qualquer curso de
> > Direito. Podemos optar por isto, mas não acho que seja mais produtivo
> > do que ligar para o Martinelli ou para o Mário Meyer para pedir
> > sugestões para montar um laboratório de thin clients e pagar a dívida
> > em cervejas, mas eu topo ajudar assim mesmo.
>
> O Martinelli e o Meyer costumam organizar eventos seguindo
> a linha dos outros GUDs e eu não me lembro de eles terem cobrado
> absurdos ou tentado "forçar a barra" para que as pessoas não
> cancelem na última hora.
>
Pergunta se o Martinelli ficou satisfeito com o último evento.
Pergunta se o nível de estresse dele foi zero. Eu não estou "forçando
a barra", não creio que cobrar vá aumentar o número de participantes.
Entenda: o que eu disse é que cobrando o número de pré-inscritos vai
ser próximo do número de assistentes. Por que EU iria fixar o número
de participantes ??
> > Eu acho o Rio carente de eventos de SL e acho que os eventos costumam
> > chamar muita gente. Eu não consigo enxergar como fazer uma
> > "divulgação massiva", como você sugere e aparecerem "menos de 2000
> > pessoas", como você também sugere. Quando eu anunciei que tinha uma
> > bolsa pagando R$300 para trabalhar com Linux, apenas no br-linux,
> > apareceram 38 caras da UFF. Se eu fizesse divulgação massiva, teria
> > 3800.
>
> Acho que você precisa fazer a lição de casa em termos de
> retorno de divulgação on-line e público-alvo de SL no Brasil. :)
>
Eu conheço meu público. Se quiser coloco mil pessoas em um evento
Linux na UFF. Eu só não QUERO fazer isto. Quem participou do
Dia-Debian aqui na UFF viu como os estudantes de Física se
voluntariaram e curtiram o evento. A cada ano, turmas de Física de
graduação e pós se formam e sabem Linux (e instalam em suas casas e
seus notebooks). Estes instalam em micros de seus alunos e pedem pra
ter Linux nas suas escolas. Portanto, sim, eu sei qual o retorno. Você
é que foi infeliz ao generalizar e achar que só eventos é que
convencem as pessoas a usarem Linux.
>
>
> >> Embora o Thadeu tenha idéias "radicais" sobre "aumentar" a
> >> participação e algumas até exageradas sobre porque algumas pessoas não
> >> participam/participaram de eventos
> >
> > ?? O exagero é a idéia de cobrar pela camisa ?
>
> O exagero é achar que cobrar algo vai "fidelizar" seu
> público pra que ele não cancele de última hora num evento cujo
> objetivo não é recordes de participação mas sim a realização
> de uma confraternização.
>
Eu não estou preocupado com o público: estes irão curtir o evento, é
problema resolvido. Estou preocupado com quem vai estar na
organização. Por que? Porque são meus amigos, acho o trabalho deles
importante e não gostaria de ver mais gente decepcionada ou cansada.
[]s
--
Thadeu Penna
Prof.Associado - Instituto de Física
Universidade Federal Fluminense
http://profs.if.uff.br/tjpp/blog
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